E N S I N O.

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Relutamos em escrever sobre o tema, mas as últimas notícias que nos chegam através dos meios de comunicações, fazem com que pensemos na realidade atual do processo ensino/aprendizagem.

Exerci o magistério público por quase duas décadas, nos anos 70/80; entrei no quadro estadual por concurso público (duas vezes) não por indicação de quem quer que seja. Então penso que tenho um mínimo de conhecimento para falar sobre o tema.

A situação escabrosa que se encontra o processo, não é culpa deste governo, vem de décadas, os governos que passaram, e não somente no nosso estado, mas também no governo federal, fizeram questão de desmoralizar os agentes do processo. E fizeram isso com maestria diabólica, através de inúmeros fatores que desmotivaram, desgastaram, desencantaram os (a) professores de todos os níveis.

Somente se faz educação com professores qualificados, preparados e motivados para a difícil tarefa de lapidar a pedra bruta que são os nossos jovens em formação.

Os desafios são grandes e crescem dia a dia. Essa demanda é resultado de falta de planejamento, estrutura e seriedade no trato dos problemas sociais.

Aliás, houve governo que pensou que construindo prédios escolares, melhoraria a educação. Não, jamais isso será sinônimo de melhorar o aprendizado dos nossos filhos.

Nós vimos que a criação de novas escolas, serviu exclusivamente para aparelhar politicamente a educação, através de ideologização daqueles que desprovidos de uma crítica séria do processo, deixaram se levar pelo canto da sereia.

O resultado desse despautério é que temos hoje acadêmicos que não sabem ler nem escrever. São incapazes de um raciocínio lógico. Totalmente despreparados para exercer uma profissão que as vezes põem em risco vidas humanas.

Deixo para meus poucos leitores, um exemplo que demonstra de forma clara e inequívoca, o que afirmamos: Em recente concurso público para a magistratura gaúcha, houve mais de quatorze mil inscritos, e; somente 29 aprovados!!

Outro exemplo de ordem doméstica será o resultado do concurso que a prefeitura municipal da cidade realizou e ainda sem resultado oficial. Veremos.

Os governos devem repensar o processo ensino/aprendizagem ou aprofundaremos o fosso da deseducação, do ensino de nossos filhos e netos.

Não se faz um país rico e próspero com um povo analfabeto.

É o que penso!

Dezembro de 2019

Dr. Modesto Roballo Guimarães.

OAB/RS 21085