Corrigir dói

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Apenas as pessoas que nos amam tem a coragem para nos auxiliar no desenvolvimento ou melhoramento de nossas qualidades e valores, pois na maioria dos casos este auxílio será, a priori, interpretado de uma maneira negativa ou restritiva porque algumas vezes estas lições virão através de palavras ou ações muito assertivas, profundas e talvez até duras, pois contradizem o que desejamos, ou buscamos, mas que no fundo tem como objetivo único o compartilhar uma ideia, um ensinamento ou uma proposta que tanto a curto quanto a longo-prazo nos servirá para sermos pessoas mais dignas, lúcidas e benevolentes e, desta maneira, possamos afetar a sociedade onde vivemos de uma maneira proativa e construtiva.

Além disso, na maioria dos casos, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, tais situações doem muito mais no ser que toma a iniciativa e a atitude de reprender ou educar a pessoa amada do que na próprio indivíduo que recebeu a reprimenda pois apesar de inquestionável boa intenção o executor da ação será, pelo menos por um curto prazo, alvo de um intenso ignorar e/ou rejeição da pessoa amada.

Normalmente isto dura até que o “ferido” entenda a situação, reconsidere suas atitudes, decida mudar e, num novo patamar de consciência, siga adiante com sua vida.

Enquanto isto não acontece, a vida segue num rumo meio estranho, com silêncios ruidosos e num fluxo meio constipado, mas o importante é que a Lei Universal sabe que sempre e quando algo é feito com um fim benéfico, sábio e com amor, as circunstâncias e o relacionamentos tendem a voltar ao seu ritmo natural, com a vantagem de serem mais coesos, mais confiáveis e mais lúcidos, em outras palavras, para ambos, tanto o que corrige quanto o corrigido, o dor da correção é passageira enquanto seus benéficos efeitos são perenes.