J U L G A M E N T O.

318

Nestes dias o Rio Grande do Sul, viverá uma efeméride pouco usual nestas bandas.

Será julgado pela 8ª Turma do TRF2, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva. Tudo seria quase normal se a pessoa julgada não fosse um ex presidente da república.

Efetivamente toda essa ebulição, grande parte dela feita sob o comando de políticos e que via de regra se beneficiaram com os desmandos governamentais da era ‘lulista’. Tais manifestações não têm o respaldo popular. Me atrevo a dizer que, sem o respaldo financeiro das agremiações partidárias e sindicais (PT, CUT, MST e outros) nada disso seria visto.

Ah! Para os que acompanham as atividades políticas administrativas, devem estar lembrados que nesse mesmo tribunal, o ex presidente Fernando Henrique Cardoso, foi julgado, na época em razão de uma denúncia de patrocínio de uma feira internacional. E pelo que lembro não houve todo esse “barulho”.

Eu penso que essa história de luta entre classes sociais (preto x branco; rico x pobre; acadêmico x analfabeto etc…) serve apenas para levantar uma cortina de fumaça para encobrir as reais necessidades e diferenças do nosso país.

Então o resultado desse julgamento, que ouso a comentar será pela minha ótica, o julgamento do juiz Sergio Moro. Explico: Se o Lula for condenado o juiz tinha razão. Se o Lula for absolvido, e não é difícil isso acontecer (2 x 1) o juiz sentenciou equivocadamente, e abrirá um vasto campo de especulações e precedente jurisprudencial para absolver outros tantos réus da operação Lava Jato.

Infelizmente esse o quadro, olhando pelo viés técnico/processual. Olhem só que atrevimento.

Entretanto, nos resta esperar para ver o resultado concreto de tudo isso. O resultado influenciará de forma muito significativa os próximos anos. É o que penso.

Janeiro de 2018.

Dr. Modesto Roballo Guimarães.

OAB/RS 21085