A(S) REFORMA(S)

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Fico muito feliz quando alguém, faz crítica ou comenta as nossas ideias expressas nas redes sociais ou até mesmo em algum outro espaço.

Penso que, toda pessoa que se expõe, ou melhor expõe a suas ideias, tem que ter a sabedoria e o equilíbrio para receber não somente afagos, mas também críticas, as vezes construtivas, outras nem tanto.

Então a partir dessas manifestações resolvi escrever alguma coisa em razão das propaladas reformas apregoadas pelo governo federal.

Antes de qualquer coisa é de bom alvitre que não se esqueça que, quaisquer tipos de mudanças, geram desconforto e antagonismo. Isso faz parte das nossas idiossincrasias.

Então vamos as reformas. Eu penso que precisamos de reformas estruturais, nas áreas fiscais, administrativas e política. Sem essas reformas não adianta reformar em fatias a previdência e outras que sequer têm algum peso na distribuição de renda do povo brasileiro.

Todos sabem, ou deveriam saber que o nosso país é um dos que mais arrecada impostos de seus contribuintes, sabem também, que a grande massa de contribuição está nas classes pobre e média, falando socialmente. A geração de impostos se dá na sua integralidade nas folhas de pagamento dos funcionários públicos e assalariados, que têm quase trinta por cento de seus salários confiscados pelo governo.

Uma reforma fiscal, que atinja a todos indistintamente, se faz necessária e urgente. Que seja também desburocratizante.

De outro lado, teremos que passar por uma reforma administrativa, ampla sem que sejam protegidos os apaniguados e as classes privilegiadas, que todos recebam um tratamento justo e igualitário.

Ao cabo, se faz imperiosa uma reforma política, inclusive mudando o sistema de representação que é, ao nosso entendimento, conservador e “protetor” dos ditos estados empobrecidos. Sem isso não haverá mudanças. Pode até haver maquiagens temporárias, mas que no futuro serão desastrosas para todos.

E penso que não é preciso ser estudioso de matemática para chegar a uma conclusão lógica: Nas duas casas legislativas são mais de seiscentos legisladores (deputados e senadores). Quanto custa ao país tudo isso? Somente de servidores tem quase a população desta cidade !!!? Será que para glorificar a democracia, precisamos de tanto?

Finalmente penso que é necessária, urgente e devida uma reforma na Previdência Social. Assim como está não é mais possível continuar. Ou se faz uma reforma ou vamos virar uma Grécia, ou outros países europeus que se esqueceram que a nossa aposentadoria é paga com as contribuições daqueles que ainda trabalham.

Por derradeiro, estou compilando dados, para fazer algumas colocações especificamente sobre a reforma previdenciária, que a despeito dos incômodos e insatisfações, muitos gerados pela falta de informação ou produzidas falsas notícias por alguém que pretende conturbar a ordem, a despeito disso iremos traçar alguns comentários sobre o tema.

Que fique claro que, sem as reformas que citamos acima, caminhamos voluntariamente para o abismo.

É o que penso.

Dr. Modesto Roballo Guimarães.

OAB/RS 21085