Prefeitura intensifica abastecimentos de água em áreas rurais e urbanas

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Diante do agravamento dos transtornos acarretados pela prolongada seca no Rio Grande do Sul, as secretarias municipais da Agricultura e do Meio Ambiente (SMAMA) e de Infraestrutura, Serviços Urbanos, Segurança e Trânsito (SMISUST) em São Borja mantêm rotinas de abastecimentos de água à comunidade.

De acordo com o secretário de Infraestrutura, Moacir Tiecher, diariamente são realizadas de quatro a sete operações de abastecimento com caminhão-pipa às áreas rurais mais castigadas e também a regiões urbanas. Os caminhões utilizados têm capacidade para 7.500 litros e, com isso, a cada dia até mais de 50 mil litros de água são distribuídos.

Tiecher, que também é coordenador municipal da Defesa Civil, destaca que apesar dos abastecimentos a situação vem gradativamente se agravando. Na maioria das regiões, a acentuada ausência de chuvas vem desde os meses de outubro e novembro.

As operações em andamento têm o apoio de caminhões do 2º RC Mec, 1ª Companhia de Engenharia e da Corporação de Bombeiros. Entre as localidades assistidas estão Capão Alto, Rincão de São João, Mercedes e São Marcos. Algumas das assistências são prestadas a 40 quilômetros de distância.

Tiecher ressalta que também na periferia urbana ocorrem serviços de apoio. São moradias não abastecidas pela Corsan e onde os poços de balde secaram. “Nós depositamos a água em poços domésticos, de balde, ou em caixas d’água. Sabemos que é um socorro emergencial e que, se a seca persistir, esse trabalho terá que seguir sendo realizado”, diz o secretário de coordenador da Defesa Civil.

Na agropecuária

O secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Eugênio Dutra, diz que “é muito triste constatar o dramático estado em que se encontram as pastagens para os animais, que também enfrentam a falta d’água. A maioria dos açudes, barragens e demais aguadas secaram. O prejuízo é imensurável. Estimamos perda mínima de 20% no plantio da soja, 80% na lavoura de milho e 20% na lavoura de arroz. Na produção de leite a queda é de 35% e 90% de prejuízo nos campos nativos”.

Já foi formalizado pedido de apoio emergencial ao governo do Estado, através do programa Avançar na Agropecuária. Também há pedido de auxílios ao Ministério da Agricultura. “Queremos, com urgência, implementar novos açudes, bebedouros ou sistemas de irrigação”, diz o secretário.

A Secretaria Municipal da Agricultura, continua solicitando a colaboração geral no sentido de ampliar cuidados e evitar queimadas em áreas rurais e urbanas. “Com o pasto seco, qualquer faísca pode se transformar em um grande incêndio trazendo danos incalculáveis”, ressalta Eugênio Dutra. Ele observa que amplas áreas rurais têm tido a pastagem consumida pelo fogo, especialmente nas últimas semanas.

 

Texto e foto: DECOM PMSB