As Gralhas da Cracóvia

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Em uma de nossas viagens a Europa, visitar a Polônia estava incluído em nosso roteiro. Queríamos conhecer os campos de concentração nazista de Auschwitz, maior símbolo do holocausto perpetuado pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, o que nos impressionou pelos retratos sombrios deixados pela barbárie para a História. Porém, não imaginava que antes desse capitulo sombrio íamos nos deparar com Cracóvia, cidade bonita cercada por parques e por resquícios de muralhas medievais tendo como centro a imponente praça do mercado. Foi lá que com Felipe Almeida e Cristiano Garcia saboreamos um dos pratos da culinária polonesa: o Pierogi. São pequenas trouxinhas de massa recheadas com batatas e temperos exóticos – ao mesmo tempo em que me transmutei na Basílica de Santa Maria, uma Igreja Gótica do século XIV. Tudo mágico, naveguei em poesia e vim com o propósito de croinicar sobre as Gralhas da Cracóvia. São milhares de pássaros no ar causando uma atmosfera enigmática, mas encantadora, nos levando a perder noção do tempo e do espaço. As Gralhas da Cracóvia me são inesquecíveis, daria inspiração a poetas, mexe com a alma e o coração, suas terras floridas e a polidez do povo suaviza o momento rude de quem visualiza Auschwits. As Gralhas da Cracóvia são um encanto as quais nunca esquecerei. Dali seguimos para Viena, capital da Áustria, às margens do Rio Danúbio, chão de Mozart, Beethoven e Freud.