Setembro Amarelo, um chamado para o cuidado

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Fonte: Camila Beque

Há 5 anos, o mês de setembro tem sido berço para uma discussão que por muito tempo foi tabu para nossa sociedade, a depressão e suas causas. O Setembro Amarelo é uma campanha que foi criada no Brasil para prevenção ao suicídio. O mês foi escolhido por conta do dia Mundial de Prevenção do Suicídio que é conscientizado e abordado em 10 de setembro desde o ano de 2003. Segundo a OMS, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, atrás de dos acidentes de trânsito. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus fala que a cada 40 segundos, no mundo, uma pessoa comete suicídio.

E a comunicação, informação e alertas sobre essa temática são primordiais, como afirma a psiquiatra, Dra. Joice Sabin, “Discutir sobre Transtorno Mental ou a Campanha Setembro Amarelo é a melhor forma de prevenir o surgimento de novos casos. Ações e divulgações pela mídia alertam a população e demonstram interesse sobre o tema, o que leva muitas pessoas a identificarem sintomas e assim, buscarem auxílio profissional.”.Dessa forma é possível evoluir a discussão sobre, e ainda salvar muitas vidas já que antes pouco se sabia sobre essas doenças, além de muitas vezes não serem levadas a sério, o que acaba agravando tais problemas.

É importante estar atento aos nossos sentimentos e os das pessoas que nos rodeiam, muitas vezes a pessoa que comete o suicídio já havia demonstrado indícios, e até tentado falar como estava se sentindo. A Dra. Joice Sabin aponta que sentimentos como tristeza constante, pensamentos negativos recorrentes, ansiedade com limitação funcional e laboral são sinais que precisam serem melhor avaliados. A busca de ajuda pode ser por meio de um psicólogo ou psiquiatra, a única diferença é que como médico, o psiquiatra tem o poder de receitar medicações.

Estar atento, e demonstrar apoio é muito importante para a pessoa que está passando por um momento como esse, para que saiba que não está sozinha. A Dra. comenta que “Saber ouvir com atenção, sem julgamentos ou predileções morais e religiosas, são excelentes alternativas para ajudar a quem está dando sinais de alguma alteração emocional. Incentivar a procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica para melhor entender e classificar os riscos psíquicos.”

É importante lembrar que esses transtornos têm cura, quando feito um tratamento com profissionais. Nesse processo de cura se manter ativo e fazer coisas prazerosas pode ajudar. A psiquiatra afirma que “Ter uma vida saudável, fazer atividades físicas regularmente, bons hábitos alimentares, atividades de lazer, leituras, vínculos sociais, reuniões familiares, espiritualidade etc… Todos esses são excelentes recursos para manter uma vida emocional equilibrada.”

A educadora física, Ivaniza Bonetti conta que “os exercícios físicos são responsáveis por liberar hormônios como a endorfina, que é conhecida como o hormônio da felicidade, pois ajuda a aliviar o estresse, a tensão, trazendo assim a sensação de bem estar. Melhoram consideravelmente os níveis de ansiedade.” Ela indica que, “A melhor atividade é sempre aquela que dá prazer. Gostar do exercício já é um grande aliado para a melhora da saúde mental. Vários estudos apontam a dança e exercícios aeróbicos como os principais geradores de felicidade. Exercícios ao ar livre como caminhadas ou andar de bicicleta também são ótimos, pois o contato com a natureza muitas vezes gera prazer.”

Muitas podem ser as alternativas para auxiliar o autocuidado, o mais importante é aprender a gostar de estar consigo mesmo e entender a importância dessas atividades para o nosso bem-estar. Uma das formas é através do processo de Barras de Access, que é um “Processo corporal que consiste na liberação de 32 pontos na cabeça. Quando tocados suavemente, o processo estimula mudanças positivas no cérebro, dissipando padrões comportamentais, crenças limitantes e bloqueios energéticos, que lhe impedem de criar novas realidades, com mais facilidade e alegria.” como explica, Katia Spohr Moro, fisioterapeura e facilitadora de Barras de Access.

Katia trouxe o exemplo do Co-Criador de Access Consciousness, Dain Heer. Ela conta que “ele estava determinado a suicidar-se e, após escolher fazer uma sessão de Barras de Access, percebeu o quanto mudou sua energia e o quanto estava pronto para uma nova realidade, repleta de escolhas e possibilidades.”

Ainda conta que, “Quando se tem a aplicação de Barras de Access, o que denominamos de correr as barras, abre-se uma nova percepção, um novo olhar para a vida, com infinitas possibilidades. Tomamos uma maior consciência do nosso ser no Universo, e nos sentimos mais presentes, mais capazes de dar e receber sem julgamentos, sem medos e mais confiantes de nós e do mundo do qual pertencemos. Tudo isso, deixa a sua vida fluir com mais facilidade e leveza. Contribui para o bem estar, expansão da consciência e melhora da qualidade de vida.”

Que essa discussão não fique apenas no mês de setembro, e que assim, possamos cada vez mais informar e alertar sobre essa temática durante todos os outros meses, lembrar as pessoas que cada vida vale muito e que, principalmente, você não está sozinho. O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um espaço que fica disponível 24 horas por dia, para oferecer apoio emocional e prevenção ao suicídio de forma gratuita. Os atendimentos são via chat, telefone (188), e-mail, e até conversa pessoalmente com algum voluntário, todas essas informações estão disponíveis no site do CVV.