In-Palco foi sucesso dentro e fora do palco

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Fotos: Gabrielli Leiria

Aconteceu no sábado, dia 10 de agosto, no auditório do Colégio Sagrado Coração de Jesus, a 1º Mostra de Dança Inclusiva de São Borja: In-Palco. O evento foi organizado pela academia de dança Mara Cabral, juntamente com a Universidade Federal do Pampa – Unipampa – Campus São Borja, e teve o apoio de 39 empresas patrocinadoras.

A Mostra de Dança In-Palco é um evento proposto pela acadêmica concluinte em Relações Públicas, Carol Moreira, e orientado pela professora Fernanda Sagrilo Andres, como requisito final de conclusão de curso.

O In-Palco foi idealizado com o propósito de desenvolver ações inovadoras no campo da comunicação e das artes no município de São Borja, ao incluir todos os públicos e excluir quaisquer barreiras que impossibilitem pessoas com deficiência a exercerem seus direitos básicos. Sendo assim, o evento contou com intérprete de libras, audiodescrição, rampa acessível e ainda, os participantes tinham acesso ao palco para sentirem a vibração da música e da dança.

Com duração de 8 horas de apresentações artísticas, o evento reuniu 400 bailarinos, sendo 40 integrantes com deficiência. Estiveram participando do evento, dançarinos dos municípios de São Borja, Santiago, São Luiz Gonzaga, Cruz Alta, Saldanha Marinho, Passo Fundo, Porto Alegre, Posadas (AR) e Santo Tomé (AR). Foram apresentadas 64 coreografias, sem caráter competitivo, com o objetivo de gerar reflexão sobre a inclusão através da comunicação e da arte.

Ressalta-se que a abertura do evento contou com as apresentações de uma bailarina cadeirante com microcefalia, da Inverdade Inclusiva Boitatá, da Apae Santiago e da Apae São Borja, que emocionaram a grande plateia, a qual ocupou todos os lugares no auditório.

Além das manifestações artísticas inclusivas, o evento recolheu doações de alimentos para a Casa da Acolhida de São Borja. Na totalidade, foram arrecadados 328kg de produtos não perecíveis, que já estão com a entidade.

De acordo com as organizadoras, as expectativas da primeira edição foram mais do que superadas e espera-se que esta iniciativa de vanguarda possa incentivar a produção de outros projetos inclusivos, bem como a realização de denúncias por falta de acessibilidade.