Desatencioso comigo. Não com atmosfera, o frio, a introspecção e a fumaça das chaminés.

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Foto: Miro Bacin

Loucamente e desanteciosamente volto ao computador como um gato preguiçoso tentando juntar palavras e frases do texto que já estava elaborado. Eu ligado na música Remenber Memory. Esqueci-me de salvá-lo. Mas penitencio-me comigo mesmo, afinal estou levemente esquecido e me permito agora a cometer falhas comigo mesmo, sem a minha natural e exercebada cobrança que imponho ao meu ser. Mas o teor da breve croniqueta versa sobre a tal de felicidade e a pergunta que me cutuca: Qual receita? Será que é entender e praticar que o futuro é agora? Nada do que vira nos interessa, é imprescindível colher o momento que passa, usufruí-lo da melhor maneira, sem a inquietude do que vira. Em outras palavras: a felicidade não se casa com o medo. Nem com o pessimismo. É preciso despojar-se da perspectiva e entregar-se um pouco mais ao destino, livrando-se da carga de reponsabilidades que poderá ocorrer, afinal, há um conjunto de fatores que nos puseram aqui na Terra. Pertence a eles, mais que nós, em grande parte, o que nos sucederá.

Aquilo que for será. Há que se viver como um pássaro, voando sempre. O futuro vale tanto quanto o passado: nada. O homem feliz é o que não chora o passado não se preocupa com o futuro. Viver é mais importante que sonhar.