Cronicando para Aprender a Viver

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Eis por que, segundo um célebre provérbio budista, é preciso aprender a viver como se o instante mais importante da vida fosse aquele que você estás vivendo no exato momento, e as pessoas que mais contassem fossem as que estão diante de você. Porque o resto simplesmente não existe passado não está mais aqui, e o porvir ainda não chegou. Essas dimensões de tempo são apenas realidades imaginárias que “carregamos nas costas” como essas espécies de animais de carga que zombava Nietzsche, para melhor  perder a “inocência do devir” e justificar nossa incapacidade para aquilo, que ele chama, no sentido de amor real tal como ele é. Felicidade perdida, felicidade por vir, mas, ao mesmo tempo, presente fugidio, despachado para o nada, embora seja a única dimensão da existência real. Porque afinal, quem dize essas breves coisas é Luc Ferry, em seu livro Aprender a Viver – Filosofia para os Novos tempos.