Os anjos da minha rotina, sutilmente me avisam que estou prestes a seguir minha idade cronológica, como vento que sopra sob minha face com o seu gélido tempo. De que Tempo? Diria o poeta “Não há como viver sozinho, unicamente usando a própria vida. A longevidade vem da soma de nossa vida, mais a vida de quem nos amou ou nos ama” os meus anjos intensificam seus voos sobre mim. Me fazem olhar no retrovisor o sentir, o andar da vida. O espírito acordou para o sim do viver sem bloquear a passagem do meu ser para um novo ciclo que deve começar no primeiro de agosto, comigo ainda aqui saboreando o amor, tendo como cúmplices vocês seres amados. E olho nos cristais dos espelhos e revejo com entusiasmo minhas marcas de expressão e as brindo como uma homenagem aos deuses da criação. Me acho mais sábio talvez, no pensar no olhar daquilo que me rodeia. Viajo em meus livros estáticos cheio de histórias. Eu perfumo-me, satisfaço revendo nas gavetas empoeirada pela horas minha coleção de óculos, gravatas e seres inanimados que me levam a caminhos gostosos do meu ser. E assim vou andando de braços dados com Deus, cumprindo seis décadas e meia de idas e vinda numa intrigante montanha russa que nos fazem seguir em frente. Bom Dia! Eu Vou Mas Volto!
Para Mais Um ano
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