Com os olhos marejados de emoção e dilacerante saudade, traço as primeiras linhas para falar de uma notável mulher, símbolo de alegria desta cidade. Glenda Diniz partiu sem ter tido tempo de dizer-lhe adeus e dar boas gargalhadas, como fazíamos quando estávamos juntos vendo o andar da vida.
Povoou minha infância com sua longa cabeleira preta, com seu requebrado inigualável e ditava moda para o seu tempo com ousadia e personalidade, colorindo nossos dias e preenchendo o meu ser com seu notável saber.
Glenda nos deixou. Me sinto dolorido, mais pobre em amizades de fé que comungavam comigo todos os momentos, do silêncio à euforia, sempre soletrando palavras dignas de uma voraz leitora, culta e intelectual invejável.
Oh! Amiga, teria tanto para falar sobre você que hoje fica na minha memória a ilustrar nossas andanças por estas paragens.
Glenda Diniz vivia de alma leve, por vezes ingênua e tão pueril, mas sem uma dose de maldade. Foi única em uma amizade pura, de tantas confidências em busca do real para uma vida plena.
Partiu minha Glenda, ficamos nós carentes de sua vivacidade, dos seus balagadans, de sua alegria pelo universo e pelo viver, com seu inigualável exotismo de uma mulher além do seu tempo.
Certamente, se lesse este texto, diria: “José Carlos, amigo, me deixa linda. Eu sou e sempre serei a Glenda Diniz, Divina e Maravilhosa!!!”
Beijo, querida. Te amarei sempre.
