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Pesquisadora de São Borja

Pesquisadora são-borjense lidera estudo para possível diagnóstico precoce do autismo
A são-borjense Carmem Gottfried, professora titular da UFRGS e pesquisadora do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), coordena um estudo que busca avançar no diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A equipe investiga um tipo de molécula chamado RNA circular, um RNA em forma de anel, que participa do controle do funcionamento dos genes e pode vir a servir como marcador biológico (biomarcador). Na prática, um biomarcador é um sinal medido no corpo, como no sangue ou na saliva, que ajuda a indicar um risco ou uma condição de saúde.
Esse RNA circular ainda é pouco explorado para essa finalidade, mas chama atenção por uma vantagem importante: é mais estável do que o RNA “linear” (aberto), o que facilita sua detecção por mais tempo em amostras como sangue e saliva. Por isso, além do TEA, essa linha de pesquisa pode futuramente contribuir para outras condições clínicas.
Atualmente, o diagnóstico do TEA é clínico, baseado principalmente na observação do comportamento e do desenvolvimento da criança, algo que pode ser mais difícil de identificar em menores de 2 anos. No futuro, biomarcadores poderão ajudar a detectar sinais de risco mais cedo, agilizando a avaliação e a busca por orientação especializada.
Para 2026, a meta do laboratório da professora Carmem é consolidar a proposta de um kit que possa auxiliar o diagnóstico do TEA, a partir da validação desses candidatos a biomarcadores. O impacto imediato é científico: entender melhor a biologia do autismo e confirmar quais moléculas são mais promissoras. O impacto esperado é social: reduzir o atraso no diagnóstico e facilitar o acesso ao suporte precoce, quando ele pode fazer ainda mais diferença.

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