Viver mais e melhor

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No último ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre, esteve presente a pesquisadora canadense Susan Pinker. A sua conferência foi sobre saúde e longevidade. Muito interessante o seu estudo, baseado em dados de uma pequena comunidade italiana na qual a população tem a maior expectativa de vida do mundo.

O seu trabalho concluiu que, embora alimentação, genética e exercício físico sejam importantes para uma vida longa e saudável, o fundamental é a interação social. Na comunidade pesquisada o fator chave para justificar a melhor qualidade de vida era a proximidade das pessoas, sua sensação de pertencimento ao local onde viviam.

A pesquisa é bastante detalhada, e foi relatada no livro The Village Effect, ainda sem tradução no Brasil. Há evidências de que o contato diário, as visitas, a sensação de poder contar com amigos e vizinhos, além de familiares, é o diferencial dos grupos que apresentam maior expectativa de vida com saúde. Chama a atenção que a pesquisa identificou que tão importantes quanto as relações familiares, são as relações com outras pessoas da comunidade.

Podemos aproveitar essa época de festas de final de ano para refletir sobre as pessoas que estão à nossa volta e sobre os laços que podemos fortalecer. Esse período de encontros é uma oportunidade para nos aproximarmos de familiares, retomarmos amizades antigas e descobrirmos novos amigos entre os que nos cercam.

É um convite a participar de grupos no trabalho, na igreja, na escola, no bairro onde moramos. Relações mais próximas e cordiais não só aumentam nossa longevidade como contribuem para uma comunidade mais solidária, segura e feliz!

Tatiana François Motta