A T É Q U A N D O ?

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O título acima não se refere “As Catilinárias” mas sim aos acontecimentos atuais. Mas serve para uma reflexão.

A operação “Lava a Jato” está em andamento no país há mais de dois anos. Isso é do conhecimento público. Tem feito um belo trabalho, desmantelando quadrilhas de sonegadores, traficantes, e de outros tipos de criminosos que infestam o tecido social brasileiro.

Ocorre que, mesmo com todos esses acontecimentos, prisões, detenções, busca e apreensão, condução coercitiva etc… Temos vistos na mídia fatos novos que, independente das investidas policiais, permanecem ser usadas e construídas ao longo do tempo, especialmente por gestores públicos que parecem desconhecer os princípios fundamentais da seriedade, probidade e publicidade dos órgãos públicos.

Faço essas considerações em razão do último, ah! Disse o último, quando deveria dizer o penúltimo caso de falcatrua em órgão público. Dessa feita foi no INSS.

O presidente dessa autarquia, contratou e não só isso, “pagou” cinquenta por cento do contrato de mais de oito milhões, isso mesmo oito milhões a uma empresa de informática para que essa empresa fornecesse um “software” que foi vetado pelo menos por sete funcionários de carreira que disseram e escreveram que não seria de utilidade nenhuma!!!?

Entretanto, o presidente que foi uma indicação política, fez o pagamento.

Pasmem meus poucos leitores que dita empresa de informática, não “existe” como tal. A sede da mesma é uma sala em casa residencial que, inclusive, comercializa vinhos!!!????

Entendo, com a devida vênia dos que pensam o contrário, que a onda que se estende de norte a sul do país, clamando pelo fim da corrupção, pela lisura no serviço público, pela boa gestão dos órgãos que administram os recursos advindos da sociedade, não chegou aos altos escalões da república.

Ora, todos os atos policiais praticados nas inúmeras operações que se derivam da primeira, denominada “Lava a Jato” não servem de freio aos impulsos criminosos de muitos gestores.

Será que essas pessoas pensam que podem tudo? Que não serão descobertas? Que ficarão impunes? Ou são desvios de conduta doentio?

Sinceramente, são questões de difícil resposta.

Esperamos que, uma nova fase se inaugure em todas as esferas, com seriedade e probidade, pois os recursos são pagos por todos. Pela sociedade em geral, que não vê o retorno em benefício social.

Por isso a questão: “Até quando?”

É o que penso.

Maio de 2018.

Dr. Modesto Roballo Guimarães.

OAB/RS 21085