IMPROMPÉRIOS.

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É muito difícil não ver, ouvir ou assistir as manifestações emitidas por um dos membros da Suprema Corte deste país. Ah! Também presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

A linguagem é desproporcional, incontida e até sinal de falta de educação. Afinal, pelo que vi e ouvi, são críticas de cunho pessoal e feitas na esfera pública, através dos meios de comunicação de massa.

Ao nosso minoritário entendimento, falta de compostura. Afinal, pela posição que ocupa o emissor dessas palavras, deveria ser mais contido e educado, mesmo que divirja de forma intestina do senhor Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pois este também representa uma instituição.

Ora, no momento em que as pessoas que representam instituições da república, vão para o lugar comum dos míseros mortais para extravasar suas frustrações e desiquilíbrios emocionais, estamos nós aqui na planície tendo um mau exemplo.

E não pensem os meus poucos leitores que estou defendendo as ações ou assertivas do Procurador Geral da República, até porque tenho minhas dúvidas a respeito de algum de seus atos e pronunciamentos.

Entretanto, em que pese tudo isso, a ninguém é autorizado a usar de linguagem de baixo calão, para ofender quem quer que seja. Especialmente, no caso em comento, quando o ofensor é um dos Ministros da Suprema Corte. Não é o comportamento digno que se espera de uma autoridade da República.

Já me manifestei alhures sobre a composição do STF. Penso que deve mudar o mais rápido possível. Não é mais concebível que esse quadro de apaniguados permaneça. Que os Magistrados daquela Corte, tomem posições políticas, muito próximas da política partidária, para compensar, ou ser agradável a quem lhes nomeia.

Por fim, deixo a consideração dos leitores a minha insatisfação e meu desencanto com o quadro vigente, rogando que o mesmo seja mudado para melhor, e que os bons exemplos sirvam de paradigma a toda população.

É o que penso.

Agosto de 2017

Dr. Modesto Roballo Guimarães.

OAB/RS 21085