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A fé é um mistério que acaba nos envolvendo e quando nos damos conta estamos crendo.
É um mistério que acaba fazendo parte de nossas vidas, habita em nós, faz morada em nosso interior.

Ela é um dom de Deus que nos coloca na alma ao nascermos, como uma semente que tem que ser fecundada. A fé não depende de idade, sexo, nível cultural ou de conhecimento. Ela tem duas direções: o da fé para a razão, e o da razão para a fé.

O da fé para a razão segue um fluxo natural no meio em que se vive, sem conflito, pacifico, convivendo harmoniosamente com a razão.

O da razão para a fé, a pessoa possui fé e não percebe, mas um acontecimento como um problema pessoal, desperta para a fé.

Este acontecimento precisa ser apagado, esquecido para dar espaço, a fé, e a fé termina sendo uma opção.

Também há situações em que a razão dando explicações para tudo, chega a um ponto que a pessoa reflete que as coisas não são bem assim, se torna inquieta, insatisfeita, com respostas que a razão dá para questões existenciais, por exemplo, e acaba se voltado para a fé.

Quem chega a fé por esse meio, dificilmente perde a fé.

Pelo primeiro, da fé para a razão, que segue o curso natural, pode haver uma situação em que a razão decepciona a quem tem fé, e ela se sente traída, e muitas vezes, se perde a fé, como um fato que ela julgava ser sobrenatural e a razão evidencia ser natural.

Mas o ponto alto da nossa fé é a confiança em Deus, definitivamente consolidada quando pela nossa mente, pela nossa inteligência, pensamos como Deus pensa, e como nosso coração, fazemos nossa vontade coincidente com a vontade de Deus, que é justo amar a Deus e ao próximo. E o centro da fé cristã é Jesus Cristo, e isto acontece colocando Jesus no centro de nossa vida e no centro de nossa fé.